Brooklyn Nine Nine Descubra várias curiosidades sobre a série

Brooklyn Nine Nine: Descubra várias curiosidades sobre a série

Filmes ou séries policiais já existem há muito tempo no audiovisual, onde já se sedimentaram inúmeros clichês que o público espera sempre. Se assim fica mais difícil surpreender o público dentro deste gênero, por outro lado, facilita brincar com essas convenções em comédias que tratem de parodiar essas figuras. A série Brooklyn Nine Nine é um desses casos, exagerando nos estereótipos que o cinema e a TV construíram.

Trazendo um comediante de carreira à frente do elenco, Andy Samberg, que estourou no lendário Saturday Night Live, a série tem como personagem principal o detetive Jake Peralta, trabalhando em uma delegacia de Nova York. Infantil, inconveniente e avesso às regras, ele mostra serviço quando o assunto é resolver crimes, ao lado de outros personagens engraçados. Contando com Terry Crews em um papel recorrente, Brooklyn Nine Nine já soma pontos no carisma do elenco.

Fatos que você não sabia sobre Brooklyn Nine Nine

Rodada entre 2013 e 2021, totalizando oito temporadas no ar, Brooklyn Nine Nine é fruto da parceria entre dois profissionais que manjam de comédia. Michael Schur, roteirista e produtor de The Office e Parks and Recreation. Nesta última, teve ao seu lado Dan Goor, que ocupava também essas funções. Com um projeto capitaneado por eles, ficou bem mais fácil viabilizar a série e seus oito anos no ar são a medida do sucesso deles. Confira agora as curiosidades sobre a produção!

Conheça:

1 – O modus operandi de preparação do elenco consistia em rodar as cenas e as falas exatamente como no roteiro, mais de uma vez. Depois disso, ainda eram repetidas várias vezes com improvisações nos diálogos, até que se chegasse ao mais engraçado possível. Esse procedimento foi trazido pelo co-criador Michael Schur, que  já havia testado a eficiência do método em Parks and Recreation.

2 – Casos de atores testados para um papel e que acabaram fazendo outro são comuns. A atriz argentina Stephanie Beatriz fez testes para o papel de Amy Santiago. Acabou escalada como Rosa Diaz, que, convenhamos, ela se encaixou muito bem graças ao seu ar de durona. Isso é o que se chama de feliz acaso.

3 – Logo na primeira temporada, há um episódio em que o Sgt. Jeffords, vivido por Terry Crews, é obrigado a desenhar um retrato falado. A explicação é que o artista responsável havia faltado naquele dia, mas o que pouca gente sabe é que esse fato se aproxima da vida real. Crews conseguiu seu primeiro emprego como desenhista em um canal de notícias, graças a um funcionário doente que precisou ser substituído às pressas. 

4 – Gina Linetti, interpretada por Chelsea Peretti, é responsável pelos momentos mais sem noção da série. O relacionamento entre ela e o protagonista Jake Peralta, papel de Andy Samberg, vai além do profissional, pois os personagens frequentaram a mesma escola primária. Em mais um caso da arte imitando a vida, os dois atores têm isso em comum com seus personagens. 

5 – Com cinco temporadas naquele momento e uma base fiel de fãs, foi uma surpresa desagradável a Fox anunciar o cancelamento por audiência abaixo do esperado. As manifestações de desagrado inundaram a internet e a concorrência estava de olho para aproveitar. A emissora NBC tomou para si a série e fez o anúncio sobre a troca menos de 24 horas depois da notícia triste, revertendo o quadro. Isso é o que se pode chamar de senso de oportunidade.

6 – Sabe aquelas tomadas externas, com o exterior da delegacia, que marcam transições entre cenas? Pois trata-se de uma delegacia real, entre Bergen e 6th Avenue, que é nada menos que o 78º Distrito do Brooklyn. Nada melhor do que aproveitar uma edificação real do que construir algo somente para uma série, não é mesmo?

7 – Quando uma equipe se conhece há muito tempo, nada mais natural do que rolar alguma piada interna que só os mais nerds tem conhecimento e aqui vai uma delas. Os coadjuvantes Hitchcock e Scully foram assim batizados para brincar com dois produtores de Parks and Recreation, chamados Norm Hiscock e Mike Scully. Ah, e o primeiro também faz parte da equipe de Brooklyn Nine Nine, escrevendo e produzindo. 

8 – Lembra quando falamos que qualquer paródia de gênero brinca com referências? No primeiro ano de Brooklyn Nine Nine, vemos o carro de Jake Peralta, nada menos que um Mustang verde. Se isso não lhe diz nada, saiba que é o modelo de carro que Steve McQueen dirigia em Bullitt (1968), clássico do cinema policial que tem uma das maiores perseguições da história da Sétima Arte. 

9 –  Quando a sexta temporada entrou em produção na NBC, sua nova emissora, a série teve mais liberdade em termos de linguagem. A ideia era trabalhar melhor o jargão agressivo, rústico e mais a ver com o mundo policial. Ainda assim, a liberdade não era total e palavras com potencial ofensivo tinham um “biiip” cobrindo o som. 

10 – O personagem Jake Peralta tem como seus filmes de cabeceira a franquia Duro de Matar. Não foi a primeira vez que Andy Samberg brincou com esse universo criado nos anos 80, já que, em seu tempo de Saturday Night Live, parodiou Hans Gruber, o vilão do primeiro filme vivido por Alan Rickman. O quadro em questão se chamava “Bad Guys, Good Conversation”. 

11 – Ainda sobre a troca de emissoras, um caso em que o universo parece conspirar para ajeitar as coisas em seus devidos lugares. Os criadores tinham a NBC em mente quando desenvolveram o projeto, mas a Fox ficou com ela por mais agilidade nas negociações. O fato da NBC ter salvo a série do cancelamento não parece apenas sorte ou conveniência, mas um acerto de contas do acaso.

12 – Chelsea Peretti, a tresloucada Gina Linetti, chegou a esse papel por vias tortas. Ela se apresentou para o papel de Rosa Diaz – que acabou com Stephanie Beatriz – e não encontrou o tom adequado para a personagem, mas a produção gostou dela e achou que valeria a pena tê-la na série. Para isso, foi preciso criar uma nova personagem que não estava nos planos iniciais.

13 – Falando em Rosa Diaz, todo mundo acha marcante e sexy o tom de voz baixo que Stephanie Beatriz usa quando interpreta a policial durona. Um tom que é mais baixo do que ela usa normalmente na vida real, claro. A curiosidade, no entanto, é que quando a personagem trabalha infiltrada, a atriz se sente à vontade para usar seu tom natural em cena. Coisas do mundo da atuação.

14 – Uma das piadas recorrentes da série gira em torno das habilidades duvidosas de Amy Santiago como dançarina, mas existe uma ironia que somente os versados em detalhes da vida dos atores sabem. A atriz Melissa Fumero dança desde a infância e tem um nível profissional na categoria, o que valoriza muito sua performance, já que ela precisa se esforçar para fingir que é ruim.

15 – Depois de sete anos no elenco fixo de Saturday Night Live, Andy Samberg estava em um clima de investir em projetos fora da TV, o que é bem compreensível pensando em termos de carreira e de novos desafios. Porém, como quem não quer nada, recebeu uma cópia do projeto e resolveu dar uma olhada. O que o fez mudar de ideia foi achar Brooklyn Nine Nine engraçado demais para deixar passar. 

16 – Todo mundo sabe que Terry Crews é uma pessoa divertidíssima dentro e fora de cena. Tentando motivar a equipe, ele criou um bordão próprio no set de filmagem, gritando “Nine Nine”, o que era, no mínimo, engraçado e até eficiente para que todos entrassem no clima. Como roteiristas estão sempre atrás de novas ideias, não poderiam deixar passar aquilo. O resultado é que o personagem passou a incorporar esse maneirismo excêntrico do ator. 

17 – Mais um detalhe que prova que a NBC acertou em trazer Brooklyn Nine Nine para sua grade. A sexta temporada, a primeira na nova emissora, teve uma encomenda de treze episódios. Já era uma vitória, mas ninguém esperava que a resposta da audiência fosse tão animadora, o que acabou motivando a inclusão de mais cinco episódios naquela mesma temporada. Alguém na Fox deve ter chorado.

18 – Aqui, as referências ao mundo da ficção policial são sutis e desafiam os fãs que gostam de pesquisar, como essa, por exemplo. Em 1981, houve uma série com uma dupla de mulheres detetives, cujo título era os sobrenomes das protagonistas: Cagney & Lacey. Pois Brooklyn Nine Nine incluiu uma referência a essa série pouco conhecida, ainda que de relativo sucesso em sua época, já que as filhas do Sgt. Jeffords se chamam… Cagney e Lacey. Isso deixaria Tarantino orgulhoso, hein?
19 – Outra referência, só que um pouco mais óbvia. Loucademia de Polícia foi um dos grandes sucessos dos anos 80, gerando inúmeras continuações. Nos créditos de abertura de Brooklyn Nine Nine, vemos Jake Peralta encarando uma action figure derivada desses filmes, mais precisamente do personagem Carey Mahoney, protagonista daquela franquia que já fazia graça com o mundo policial de uma forma bastante peculiar.