Inflação e investimento, entenda a relação entre eles e veja como investir de forma segura

Existe uma relação entre inflação e investimento? De acordo com os especialistas do mercado financeiro, sim. E entender qual o seu perfil de investidor ajuda também a escolher como quer investir em momentos onde a inflação está alta.

Porque muitas pessoas entendem que a inflação diminui o poder de compra, e consequentemente afeta a rentabilidade dos investimentos. 

Contudo, há um grande percentual de investidores que podem usá-la a seu favor, garantindo e tirando boas remunerações.

Mas para isso é preciso entender bem como este processo funciona e porque ocorre a alta e a queda da inflação.

E se você é um investidor iniciante, ou que busca mais informações sobre a relação entre inflação e investimento, então continue lendo este texto.

Aqui você terá mais detalhes sobre inflação e investimento e como fazer aplicações de forma segura e sem prejuízos. 

Qual é a relação entre inflação e investimento?

Ao entender qual o seu perfil de investidor fica mais fácil saber os motivos de  inflação e investimento terem uma relação direta.

Porque no Brasil existe a taxa Selic, taxa básica de juros, usada para controlar a inflação utilizada para tentar manter a inflação sob controle. Ou seja, o rendimento de muitas aplicações financeiras é influenciado pela inflação e a taxa Selic. 

Além disso, existem investimentos que são indexados diretamente pela inflação e em especial, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Este que se tornou oficialmente o medidor da inflação no Brasil. 

Em ambos os casos, a inflação impacta de forma direta na rentabilidade. Mas é preciso  lembrar que, em caso em que o investimento não seja atrelado à inflação, quanto maior ela for, menor tende a ser o retorno real. 

Para explicar melhor, vamos usar o seguinte exemplo: o  CDC, ou Certificado de depósito Bancário em regra tem sua renda de acordo com taxas atreladas à Selic ou mesmo valores prefixados.

Portanto, além de conhecer a rentabilidade prometida, é preciso que você desconte o IPCA para assim saber qual é sua rentabilidade real. 

Um investimento com 7% de juros na verdade não rende esse valor total porque quando a inflação é descontada, seus ganhos reais são menores.

Assim,  a rentabilidade real do investimento será o quanto você recebe, de fato, após os descontos da inflação e possíveis encargos, incluindo o Imposto de Renda (IR). Contudo, alguns cenários possibilitam que o ganho nominal seja inferior à inflação, fazendo com que você perca poder de compra.

Como a inflação afeta os investimentos?

Ou seja, inflação e investimento  tem uma relação onde a primeira afeta diretamente o segundo. Porque quando ela está alta, fica mais difícil investir. 

O boletim do Relatório de Mercado Focus apontou uma alta na inflação e consequentemente na taxa Selic, mesmo mantendo a previsão de 6,5%. 

Com isso, os investidores podem ficar mais atentos aos investimentos de renda fixa, tanto pré quanto pós-fixado porque eles rendem de acordo com a taxa Selic e o IPCA.

Por isso, a alta na inflação afeta esse retorno. 

Como a maioria dos investidores tem o objetivo de aumentar o poder de compra, com o passar dos anos, a inflação surge como uma barreira para essa meta. 

O impacto da inflação sobre a taxa de juros em títulos de renda fixa ocorre de duas formas:

Taxa de Juros nominal

Também chamada de declarada, a taxa de juros nominal é a taxa de juros de um título  que não ocorre nenhum ajuste pela inflação. 

De acordo com a maioria dos economistas, acredita que as taxas de juros nominais refletem as expectativas do mercado para a inflação, além de outros fatores. Porque quando há o aumento das taxas de juros nominais significa que a inflação deve subir. 

Taxa de juros real

Já a taxa de juros real de um ativo é a taxa nominal  subtraindo a taxa de inflação. Assim, ela é mais indicativa do crescimento do poder de compra do investidor. 

Por exemplo, se um título tem uma taxa de juros nominal de 5% e a inflação é de 2%, e a taxa de juros real é de 3%. 

Qual investimento ganha da inflação?

Mas existem investimentos que rendem acima da inflação. As ações, por exemplo, tendem a ter resultados positivos, porque as empresas podem aumentar os preços. Tanto dos seus produtos quanto de seus custos, caso aumentem no cenário da inflação. 

E com os preços mais altos, é possível ter ganhos mais altos. Mas se o cenário é de preços mais curtos, há uma correlação negativa, em que os ganhos podem ser prejudicados. 

Outros investimentos, como ativos imobiliários, commodities e imóveis, também apresentam uma relação positiva com a inflação. 

E em muitos casos até são a causa dela. É porque os futuros de commodities, que refletem os preços esperados no futuro. Assim, podem reagir positivamente a uma variação para cima na inflação esperada. 

Como proteger os investimentos da inflação?

Mesmo que a inflação esteja em um cenário de controle, isso não significa que você não possa tomar medidas para ajudar a preservar seus investimentos e economias de seus efeitos.

Porque em realidades em que a inflação sobe repentina e inesperadamente, há mais incerteza sobre a economia, levando a previsões de lucros mais baixas para as empresas e preços de ações mais baixos. 

E a melhor maneira de proteger o seu dinheiro é fazer investimentos que tenham os índices oficiais como referência, como o Tesouro IPCA, por exemplo.

E quando o assunto é superar a inflação, a melhor saída é evitar investimentos como poupança e fundos com taxas altas. 

Conclusão 

Assim, percebemos que inflação e investimento tem uma grande ligação e por isso os investidores devem ficar atentos quando ocorrem altas ou baixas.

Mas a melhor maneira de garantir bons resultados é ter uma assessoria de investimentos para te auxiliar, apontando os melhores caminhos para apostas e evitar prejuízos.

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