Expedição Alagoas 200 Anos destaca a história de Coruripe e Marechal Deodoro

Os municípios de Coruripe e Marechal Deodoro tem relação direta com a história do país. No primeiro, foi registrada a morte do arcebispo primaz do Brasil, Dom Pedro Fernandes Sardinha, morto em 1556.

Expedição Alagoas 200 Anos

Já em Marechal, nasceu Manuel Deodoro da Fonseca, em 1827, que, 60 anos depois, viria a ser o proclamador da República. Os relatos da importância histórica dessas cidades alagoanas foram pauta do quinto dia da Expedição Alagoas 200 anos, que percorreu 1400 km, visitando 15 municípios alagoanos.

Os jornalistas Mauro Wedekin, Alexandre Lino, José Feitosa e Flávio Santos fizeram uma redescoberta das terras alagoanas na semana da Emancipação Política. O trabalho foi transmitido diariamente nas mais diversas plataformas da Organização Arnon de Mello (OAM), naquela que foi a maior experiência de convergência de mídia envolvendo a TV Mar, Gazeta de Alagoas, Gazetaweb e Rádio Gazeta, além das redes sociais. Nesta sexta-feira (15), às 9h, o Instituto Arnon de Mello lança durante um café da manhã, no Palato Farol, o Livro Alagoas 200 anos. 

"A história do país passa por Coruripe e nos orgulhamos muito disso", explicou a secretária municipal de Cultura, Thereza Beltrão. O secretário municipal de Governo, Maycon Beltrão, foi outro entusiasta do potencial cultural, histórico e econômico do município, destacando a presença da Usina Coruripe e da Cooperativa Pindorama - duas iniciativas de sucesso - sem deixar de resgatar a extensão do litoral, o maior de Alagoas. 

Os jornalistas também visitaram o Pontal, um dos cartões postais da região, passando pela Igreja de São José do Poxim, que deu início ao povoado em 1718.

Chegando em Marechal Deodoro, a Expedição foi recebida pelo secretário municipal de Cultura, Diego Lima, que conservou com a equipe em frente ao Museu de Arte Sacra. No local, há também a Igreja da Ordem Terceira e a Igreja de Santa Maria Madalena, que se destacam com as belas pinturas no teto e principalmente os altares e suas imagens santas. O complexo é um dos principais pontos turísticos da cidade que tem investido também no fortalecimento de folguedos como o pastoril e em bandas de pífanos. 

Historiador Sebastião Heleno resgata trechos da história de Deodoro da Fonseca



Além do secretário, quem também conversou com os jornalistas foi o historiador Sebastião Heleno, que ficou emocionado ao resgatar trechos da história de Deodoro da Fonseca - o primeiro presidente do Brasil, "que é o filho mais ilustre desta terra e merece a homenagem de dar nome ao município", como relatou, sem esquecer em destacar a importância de Rosa da Fonseca na construção da personalidade dos sete filhos que serviram ao Exército.

História do Cangaço é lembrada na Expedição da equipe da OAM


O Cangaço foi um fenômeno sociocultural exclusivamente nordestino, iniciado no final do século 19 e que se espalhou por toda a região por quase 50 anos. Seu fim tem relação direta com o município de Piranhas, pois em suas terras Lampião e parte do seu bando tiveram as cabeças expostas em 1937. A cidade foi visitada no quarto dia da Expedição Alagoas 200 anos, realizada pela Organização Arnon de Mello (OAM), através da TV Mar, Gazeta de Alagoas, Gazetaweb e Rádio Gazeta.

O mais famoso cangaceiro foi derrubado por uma volante e teve sua cabeça exposta em uma escadaria da charmosa cidade - inclusive Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. A Expedição chegou a Piranhas passando antes no centro turístico da Chesf, para visualizar o mirante que permite contemplar a magnitude da hidroelétrica de Xingó.

Chegando no centro histórico, às margens do Rio São Francisco, o secretário de Cultura e Turismo Jairo Oliveira contou para os jornalistas Mauro Wedekin, Alexandre Lino, José Feitosa e Flávio Santos a história secular do município, que inicialmente funcionava como um porto fluvial de abastecimento do sertão, tanto alagoano, quanto pernambucano e até mesmo o baiano. Jairo também detalhou o começo e o fim do Cangaço.

Depois a Expedição seguiu até Pão de Açúcar e constatou de perto a crítica maior dos ribeirinhos: o Rio está secando. Em 20 anos, o São Francisco perdeu mais de um quilômetro do seu leito, que ampliou o tamanho da orla - famosa no turismo de fim de semana dos sertanejos - e ao mesmo tempo deixou um cenário de desolação, mesmo a cidade tendo um dos mais belos cartões postais da região: uma imagem do Cristo, fincado no Morro do Cavalete, onde nasceu Jaciobá, nome original do lugar.

Os jornalistas seguem para Penedo. Nesta quinta-feira, o TV Mar News será apresentado direto do município. A Expedição Alagoas 200 anos está produzindo conteúdo para quatro veículos da Organização Arnon de Mello, sendo esta a maior experiência de convergência de mídias já registrada em Alagoas