14/09/2017 00h00 | Por: Natália Souza

Escola Adriano Jorge: marco na educação e desenvolvimento de Arapiraca

Com quase 78 anos de existência, unidade foi a primeira escola pública da cidade agrestina, que despertou interesse imediato da população.

Texto de: Davi Salsa
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A oitava reportagem da série especial sobre as escolas históricas da rede estadual vai ao Agreste, mais precisamente à Terra do Fumo, Arapiraca. Quando esta tinha apenas 15 anos de emancipada, surgiu a primeira unidade pública de ensino do município: a Escola Estadual Adriano Jorge. Construído no ano de 1939, na gestão do governador Osman Loureiro, o prédio foi levantado em localização privilegiada, entre a esquina da Rua São Francisco e a Avenida Rio Branco, no centro comercial de Arapiraca.


O nome dado à unidade rendeu homenagem ao professor e historiador alagoano Adriano Jorge. Com a implantação da primeira escola pública, de imediato, o estabelecimento despertou nos moradores da cidade um interesse maior pelo acesso à educação. 


Com quase 78 anos de fundação, a história da Escola Estadual Adriano Jorge está diretamente ligada à história e ao desenvolvimento social, cultural e econômico de Arapiraca, que no dia 30 de outubro de 2017, vai comemorar os 93 anos de emancipação política.

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Com 81 anos de idade, o historiador e professor aposentado Zezito Guedes lembra com muito carinho da época em que estudou na Escola Estadual Adriano Jorge. “A escola começou a funcionar apenas com a primeira, segunda e terceira séries do Ensino Fundamental, com algumas professoras vindas da capital alagoana e outras nativas de Arapiraca e de municípios vizinhos”. 

Figuras ilustres

Alunos e professores deixaram sua marca na Adriano Jorge ao longo da história. Entre os ex-alunos ilustres estão os ex-prefeitos Luiz Pereira Lima e José Barbosa de Oliveira, além da oficial de registro Cyra Ribeira, filha do primeiro tabelião de Arapira, João Ribeiro Lima.
Entre as educadoras gravadas nas paredes da memória de quem passou pela unidade escolar estão Maria e Amália Fragoso, que marcaram época, juntamente a Arlinda Moreira, Maria Celeste, Francisca Petrina de Macedo, Chiquinha Macêdo, entre outras. Todas elas são citadas como exemplo de disciplina e zelo no repasse de conhecimentos aos jovens da cidade.


O monsenhor José Antônio Neto, atualmente com 83 anos de idade, também lembra com muitos detalhes de quando foi aluno da unidade escolar. Filho de agricultores de Arapiraca, ele frequentou a escola entre os anos de 1946 e 1950. 


“A organização pedagógica e a disciplina eram dois pontos fortes. As professoras Maria Fragoso e Chiquinha Macêdo eram exigentes e se preocupavam muito com a saúde e o bem-estar dos alunos. Elas guardavam até pomadas para curar queimaduras e feridas que, porventura, surgissem dentro ou fora da sala de aula”, relata o sacerdote católico.

 

O Monsenhor José Neto faz questão de salientar a qualidade do ensino ofertado na escola, reafirmando a importância do marco para educação dos arapiraquenses que se perpetua até os dias atuais. “Foi um tempo muito rico para todos nós. A escola ajudou muito na minha formação como aluno e como pessoa, até meu ingresso no seminário em 1951”, acrescenta ele.

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Tempos modernos 

A atual diretora da escola Valéria Santos explica que o prédio continua no mesmo local e a última reforma predial completa havia ocorrido no ano de 1997. Essa realidade mudou quando o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), disponibilizou recursos e está concluindo as obras de ampliação e revitalização do local, que também está sendo modernizada, recebendo laboratórios de aprendizagem, ciências e de informática, com a entrega de 21 novos computadores. 

Os alunos Eduardo Gabriel Santos Pereira, 14, e Amanda Karolly Adelino da Silva, 14,estão concluindo o Ensino Fundamental e destacam a qualidade do ensino ofertado na escola. “Temos excelentes professores, mas a estrutura da escola estava quase caindo. Agora, com a reforma, estão fazendo muitas benfeitorias e colocando ar-condicionado em todas as salas do prédio, para melhorar as condições de trabalho aos nossos professores e também para a gente acompanhar as aulas com mais motivação”, completou o estudante.