21/09/2017 00h00 | Por: Natália Souza

Iphan abre exposição de xilogravuras nesta quinta-feira (21)

Nos veios da memória traz coletânea dos xilógrafos Enéas Tavares, Luiz Natividade e João Gomes de Sá

Texto de: Renata Arruda
Poeta, desenhista, pintor, xilogravador e escritor, Luiz Natividade é natural de Junqueiro, interior de Alagoas, mas foi na Bahia que teve reconhecimento do trabalhoL (Foto: Thiago Sampaio)

Em parceria com o Governo de Alagoas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Maceió, abre nesta quinta-feira (21), às 19h30, a exposição Nos veios da memória, com as obras dos mestres da xilogravura de Alagoas, Enéas Tavares, Luiz Natividade e João Gomes de Sá.

 

O intuito da exposição é valorizar a xilogravura e os mestres xilógrafos locais e contribuir para a preservação desta arte em Alagoas, expandindo o conhecimento, sobretudo entre crianças e jovens, e fomentando apoios, espaços e públicos para essa expressiva manifestação da cultura popular nordestina.

 


“Apoiamos qualquer ação que reforça nossa identidade cultural, no âmbito das artes visuais, realizando esta mostra especial com a obra de três artistas, além de oficinas, ministradas por Luiz Natividade, para grupos de estudantes de unidades da Rede Estadual de Ensino”, afirmou o secretário estadual de Comunicação, Enio Lins.

 


A xilogravura é uma técnica milenar, de origem chinesa que ganhou força no Brasil e se tornou muito popular na região Nordeste, onde estão os mais renomados xilogravadores do país. Além da forma original, é frequentemente utilizada para ilustração de textos de literatura de cordel, uma vez que alguns cordelistas são, também, xilogravadores ou vice-versa. Através do entalhe na madeira, os mestres xilógrafos contam e imprimem histórias de vida que se perpetuam como registro e identidade cultural.

 


Desta forma, o Governo de Alagoas, por meio da Comissão Mista Especial do Bicentenário, entende que a exposição integre as celebrações do Bicentenário de Emancipação Política de Alagoas.

 


A exposição Nos veios da memória ficará no Iphan durante um mês a partir da data de abertura e pode ser visitada das 9h às 17h de segunda a sexta.

 


Artistas

 

João Gomes de Sá é natural de Água Branca, no sertão alagoano, Sá é formado em Letras pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), mas vive em São Paulo há anos onde transmite através da poesia popular, literatura de cordel, e xilogravuras, as manifestações de cultura do Nordeste brasileiro.