21/09/2017 00h00 | Por: Natália Souza

Atividades em comemoração aos 200 anos de Alagoas mobilizam alunos da rede estadual

Estudantes da Escola Estadual de Ensino Integral Princesa Isabel montam estande e contam sobre a cultura, economia e geografia do Estado

Texto de: Lucas Leite

As atividades lúdicas e pedagógicas em comemoração aos 200 anos de Alagoas continuam a todo vapor na rede pública estadual. Nesta quinta-feira (21), foi a vez da Escola Estadual de Ensino Integral Princesa Isabel, localizada no Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), em Maceió promover um sarau comemorativo em relação, com atividades prosseguindo até esta sexta-feira (22). Ações também acontecem nas escolas estaduais Irene Garrido, no Conjunto Dubeaux Leão e Francisco Mello, na Santa Lúcia.

 

Na Princesa Isabel, o banco de madeira, a luminária de época, o fuxico e a decoração transportaram os professores, coordenadoras, estudantes e convidados para um mundo de imaginação e conhecimento, contando um pouco da história, cultura, futebol, economia, geografia e personalidades do estado.

 Foto: Valdir Rocha

No primeiro dia do evento Alagoas 200 Anos: Sarau, realizado no ginásio da escola, os alunos da Princesa Isabel apresentaram peças, contos, recitaram poesias, além de homenagearem os poetas alagoanos Ricardo Cabus, Fernando Fiúza e Eduardo Proffa, este último, ex-aluno da unidade escolar.

 

“O objetivo do evento é fazer com que os estudantes e visitantes conheçam mais sobre a nossa história. Temos 400 alunos do ensino médio participando direta ou indiretamente, além dos estandes que falam sobre o nosso artesanato, cultura, história e geografia”, explica a articuladora de ensino da escola, Jane Rouse Mendes.

 Foto: Valdir Rocha

De volta para casa - O homenageado Eduardo Proffa se emocionou ao falar da escola onde ele estudou há 38 anos. “É a primeira vez que sou homenageado. Só de voltar para a escola, a gente já fica emocionado, ser homenageado então, é uma emoção muito maior. Hoje, eu sou professor de Educação Física porque aqui descobri uma grande paixão pelo esporte. Acho que é sempre importante ser realizado um evento como este, para desenvolver a criatividade da juventude, e dar um aporte cultural para eles”, afirma Proffa.

 

O professor e poeta relata ainda que, entre as lembranças do envolvimento cultural que ele tinha à época de aluno, um o marcou bastante. “A minha primeira professora na escola foi a educadora Laura Chagas. No primeiro dia de aula, ela disse para toda a turma ‘sejam bem-vindos, aqui vocês vão conhecer o mundo’, e realmente nós conhecemos” comemora.

 

Protagonismo – A estudante Nycaelly Karine Nascimento da Silva, de 17 anos, foi uma das pessoas que se apresentou ao público. Seu grupo, formado por alunos da 2ª série do ensino médio, encenou um conto da alagoana Arriete Vilela.

 

“Estou gostando demais do evento, porque podemos mostrar um pouco da nossa história, da nossa cultura e costumes. Para quem não conhece, comparecer também é importante, pois pode aprender sempre um pouco mais”, conta Nycaelly.

 Foto: Valdir Rocha

Responsáveis pelo estande Mapoteca de História, os alunos Luis Davi dos Santos Lucena, Wellen Tauany dos Santos, José Yago Oliveira Santos, Igor David Silvestre Santos, Carlos André Viana Ferreira, Gustavo da Silva Santos e João Vitor Vieira da Silva, falaram sobre a história e importância indígena no contexto social de Alagoas e do nordeste.

 

“Trouxemos materiais de dança, rituais, artesanato e caça dos Xucurus-Kariri para mostrar um pouco da cultura deles. As escolas estão convidadas para visitar nosso estande”, diz Luis Lucena.

 

Programação - Os interessados podem visitar os estandes, abertos ao público, até as 16h30 desta quinta-feira. Já na sexta-feira, as atividades realizadas serão dança e apresentações artísticas, e acontecem até o meio-dia.